USMAN HAQUE
Usman Haque é formado na Bartlett School of Architeture da University College of London. Em seus projetos, ele explora o princípios ligados à cibernética em seus projetos, como no seu trabalho final, o Moody Mushroom Floor (que explicaremos no final). Ele desenvolve instalações, projetos arquitetônicos e ambientes interativos, que chama de expansíveis.
Haque diferencia a reatividade e interatividade em suas intervenções, através da exploração de conceitos da cibernética. Pra ele, a interatividade é basicamente ter a possibilidade de um feedback, permitindo a reconfiguração do espaço, um diálogo, ampliando as relações entre as pessoas e o espaço.
Ele baseia seus trabalhos na “Teoria da Conversação” de Gordon Pask. Esta teoria diz que o que foi criado deve convidar o usuário a “conversar” com este contexto. O usuário pode participar da construção do projeto e participa da sua execução.
O Moody Mushroom Floor é basicamente um sistema com oito dispositivos. Estes dispositivos geram um objetivo, uma aspiração. Através dessa aspiração, este dispositivo tem que gerar respostas externas que ajudam a alcançar este objetivo. Por exemplo, um cogumelo que se denomina “sombrio”, deve desenvolver modos de afastar as pessoas dele. Pra fazer isto, ele testa tipos de sons, luzes e cheiros para afastar as pessoas.
Rafael Lozano-Hemmer é um artista que usa a eletrônica e idéias de arquitetura, teatro tecnológico e performance para fazer seus projetos. Ele é nascido na Cidade do México e é formado na Concordia University em Montreal.
RAFAEL LOZANO-HEMMER
Rafael Lozano-Hemmer é um artista que usa a eletrônica e idéias de arquitetura, teatro tecnológico e performance para fazer seus projetos. Ele é nascido na Cidade do México e é formado na Concordia University em Montreal. Ele é conhecido por suas instalações interativas em espaços públicos na Europa, Ásia e América. Ele usa, na maioria de seus projetos, robótica, gráficos computadorizados em tempo real, projetores, sons, interfaces de celulares, videos, sensores ultrassônicos, painéis de LEDs, etc. Em seus projetos ele tenta explorar a percepção e a vigilância.
Um de seus projetos (que mais gostamos) é o Sandbox, que foi uma instalação feita em Santa Monica. Ela consiste em duas pequenas caixas de areia onde eram projetadas em pequenas dimensões as pessoas que estavam na praia. Os participantes que estavam naquelas caixas de areia poderiam tocar estes “fantasmas”. Quando faziam isto, uma câmera detectava essas mãos e com dois dos melhores projetores do mundo suspensos, projetavam elas na praia. Portanto, o projeto é composto em três escalas: a da pequena caixa de areia, a escala humana das mãos das pessoas e a escala monstruosa da praia.
ZIMOUN
Zimoun, ao contrário dos dois artistas anteriores, utiliza uma técnica simples em suas obras: utiliza de pequenos e simples componentes, como um motor com uma bolinha presa em uma haste de metal, ou um motor com um fio grosso de plástico, mas, para compor sua obra numa totalidade, os repete várias vezes. Por exemplo, algumas obras são compostas por 150 motores iguais, com a mesma estrutura, postos um ao lado do outro.
Zimoun trabalha o caos através da ordem. Apesar de cada elemento fazer seu caminho, estão, no geral, todos postos na mesma distância, fazendo um projeto homogêneo. Ele também trabalha os sons que são liberados desses projetos.
Um de seus projetos é composto por 121 motores simples com hastes de metais com pedaços de cartões 8x8 cm. Em um outro, utiliza 138 motores dentro de caixas com uma das suas partes abertas e em cada motor, uma haste de ferro com uma bolinha de algodão que fica me atrito com estas caixas. O projeto é simples, mas é genial quando visto de modo geral, tanto do ponto de vista visual como sonoro. Para exemplificar, segue um dos vídeos disponíveis em seu site com várias de suas obras.












