Larry Clark (Lawrence Donald Clark), nascido em 19 de Janeiro de 1943 (hoje com 68 anos) em Tulsta, Oklahoma nos Estados Unidos é um diretor e produtor de filmes, fotografo e escritor americano. É conhecido principalmente pelo seu filme Kids de 1995 e pelo seu livro fotográfico Tulsa. Como foco de seu trabalho, Clark utiliza o uso ilegal de drogas, o sexo e a violência. Sua mãe era fotógrafa itinerante e então, com 13 anos de idade, Clark entrou pro ramo e aprendeu fotografia.
Larry Clark começou a injetar amphetamina com seus amigos em 1959. Sempre com uma câmera em mãos, Clark produziu fotos destes seus momentos com seus amigos de 1963 à 1971. A crítica disse que suas obras de arte dessa faze eram exatamente uma exposição da realidade da vida suburbana dos americanos. Clark frequentou a escola de artes Layton de Milwaukee em Wisconsin. Em 1964 então, mudou-se para New York onde trabalho autonomamente, mas dois meses depois foi chamado para servir o exército na guerra do Vietnam. Essa experiência o levou a publicar o livro Tulsa em 1971, um marco na sua carreira, um documentário fotográfico em branco e preto ilustrando seus amigos usando drogas. Neste trabalho ele trabalha com pouca luz e outras técnicas para envolver o espectador de forma ilícita. Para Clark, esse trabalho foi uma extensão de sua vida. Na própria abertura do livro vem escrito a seguinte frase: “I was born in Tulsa Oklahoma in 1943. When I was sixteen I started shooting amphetamine. I shot with my friends everyday for three years and then left town but I’ve gone back through the years. Once the needle goes in it never comes out.”
Seguido deste trabalho, publicou o Teenage Lust (1983) que era uma autobiografia de seu passado baseado em fotos de outras pessoas que incluia fotos de família, de uso de drogas e de relações sexuais. O trabalho é dividido em três partes: a primeira é a de sua família e sua mudança para New York; a segunda é marcada pela seus desentendimentos com a lei, sua mudança para o Novo México e a busca pela utópica vida hippie; a terceira é uma série de uma poredora e comovente série de retratos de jovens masculinos na área do Times Square. Esse trabalho é mais extenso, experimental e explicito que o Tulsa, marcando a crueza, a vulnerabilidade e a incerteza da adolescencia, algo marcante em sua vida. Ele ganhou prêmios por Another Day in Paradise (no Cognac Festival Du Film Policier), Bully (no Stockholm Film Festival e Golden Lion) e por Kids (no Golden Palm). Sua filmografia é composta por Kids (1955), Another Day in Paradise (1998), Bully (2001), Teenage Caveman (2002), Ken Park (2002), Wassup Rockers (2006) e Destricted (2006). Em geral, todos seus filmes e fotografias exploram cenas de sexo e uso de drogas explicito, motivo por qual suas exposições são normalmente abertas apenas para maiores de 18 anos, como ocorreu no Museu de Arte Moderna de Paris.
Clark possui algumas obras do Teenage Lust e do Tulsa no Instituto de Arte Contemporanea de Inhotim. Seguem portanto as fotos de seu trabalho.





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