sábado, 22 de outubro de 2011

A concretização da interatividade

           Foi nos proposto a criação de um objeto para que entendessemos as propostas de interatividade apresentadas nos textos lidos, nas exposições vistas em Inhotim e nas aulas. Para isso, decidi desenvolver um “teclado” diferente: ao contrário do teclado normal, cujo foco é a audição, tentei levá-lo para o tátil. O objeto é basicamente uma caixa vermelha grande (de modo que mais de uma pessoa possa tocar o instrumento) com vários espaços vagos que são completados com paralelepípedos, esferas e cilindros. Em cada um destes espaços à um botão ligado a uma placa de teclado de forma que, quando a pessoa encaixe o objeto e o aperte, ele acione o sistema e então, toque a nota.
           As peças criadas foram encapadas com tipos diferentes de papeis (como EVA branco, EVA de bolhinas pretas, papel camurça, papel crepom, papel vegetal e isopor cru) para gerar texturas diferentes, evidenciando o toque do instrumento. 
           Seguem as fotos do objeto:












           E para finalizar, o vídeo do objeto em funcionamento:

A interatividade de Janet Cardiff e George Bures Miller

O Sonho da Razão Produz Monstros - Goya
           Em Inhotim em nossa viagem com a classe, meu grupo decidiu escolher o pavilhão de Janet Cardiff & George Bures Miller. Visitamos então a sua obra The Murder of Crows de 2008. Ao pesquisarmos um pouco sobre essa obra antes de irmos vê-la, descobrimos que ela foi inspirada na gravura de Goya, O Sonho da Razão Produz Monstros. Após intensa pesquisas, sabíamos quem eram os artistas, quais os propósitos da obra, como ela era arranjada e tudo mais. Mas o que não sabíamos era o que iria nos chocar nesta obra. Chegamos a ver vídeos inclusive, mas nada supera a experiência proposta por estes artistas. 
           Chegando em Inhotim fomos a nossa obra. Um galpão grande coberto com espuma (para melhorar a acústica do ambiente) com um arranjo de cadeiras em círculos (algumas para sentar-se e ter a experiência e outras apenas com caixas de sons) e uma mesa central com um gramofone. 
Obra exposta em Inhotim
           Deste gramofone sai a voz da doce Janet Cardiff. Através destas 98 caixas de sons espalhadas por todo o ambiente é possível se teletransportar para o lugar. Fechamos os olhos e através das lembranças de um sonho mais que maluco de Janet com industrias com maquinas alimentadas por bebês e gatos, com perseguição e pessoas que perdem a perna, somos tocados e acariciados apenas com o som. A obra transforma o que era apenas audível em uma experiência corpórea extremamente intensa. Os momentos de medo nos fazem sentir medo, quando os ventos sopram sentimos o frio. Tudo foi muito bem planejado e arranjado através de um sistema de caixas de sons. 
Janet Cardiff & George Bures Miller
           Em quase meia hora de sons de vento, passos, máquinas, corvos e corais, a voz nos guia durante todo o sonho que é finalizado com uma música doce e calma. A experiência é inigualável. 
           Como já havia dito no começo, pesquisamos antes de ver a obra e achamos videos o qual irei postar agora, mas já aviso de antemão: nada supera a experiência de estar no meio desta obra fantástica. 


           Durante a estadia na obra, também fizemos uma série de croquis seguidos por uma intensa conversa sobre como a arquitetura dialoga com a obra. Chegamos a conclusão que o próprio galpão aberto se conecta em alguns momentos à obra: em momentos que estamos em uma fábrica o galpão se liga a este e em momentos em que estamos na praia deserta com ventos o grande espaço aberto e branco também se assemelha. A arquitetura do galpão é simples de quesitos arquitetônicos, ela prioriza a experiência da audição e não da visão, por isso, qualquer decoração própria para o local que se conectasse à obra é substituída por paredes brancas revestidas de espuma para ajudar na acústica do ambiente, algo que favorece muito a obra. 
  
Visão geral da obra (lápis 4B)


Gramofono central (lápis 8B e 4B)
           Visitamos também outra obra dos artistas em que foi decomposta uma ópera. Em várias caixas de sons é possível ouvir unitariamente cada voz, cada conversa na platéia, cada espirro e tosse, tudo. Ao andarmos por estas caixas, vemos que em cada ponto que estamos da obra temos uma experiência completamente diferente. A música se torna diferente pois nosso foco está em determinada caixa. Caso estejamos no centro da obra (já que ela é disposta em círculo assim como The Murder Of Crows) podemos ouvir uma ópera completa, um som que nos transporta e, uma vez estando de olhos fechados, nos conduzem a algo inigualável. 

terça-feira, 27 de setembro de 2011

A arquitetura e arte interativa

           Para entender os conceitos de arquitetura e arte interativa, pesquisamos três artistas:

USMAN HAQUE

           Usman Haque é formado na Bartlett School of Architeture da University College of London. Em seus projetos, ele explora o princípios ligados à cibernética em seus projetos, como no seu trabalho final, o Moody Mushroom Floor (que explicaremos no final). Ele desenvolve instalações, projetos arquitetônicos e ambientes interativos, que chama de expansíveis.

           Haque diferencia a reatividade e interatividade em suas intervenções, através da exploração de conceitos da cibernética. Pra ele, a interatividade é basicamente ter a possibilidade de um feedback, permitindo a reconfiguração do espaço, um diálogo, ampliando as relações entre as pessoas e o espaço.
           Ele baseia seus trabalhos na “Teoria da Conversação” de Gordon Pask. Esta teoria diz que o que foi criado deve convidar o usuário a “conversar” com este contexto. O usuário pode participar da construção do projeto e participa da sua execução.
           O Moody Mushroom Floor é basicamente um sistema com oito dispositivos. Estes dispositivos geram um objetivo, uma aspiração. Através dessa aspiração, este dispositivo tem que gerar respostas externas que ajudam a alcançar este objetivo. Por exemplo, um cogumelo que se denomina “sombrio”, deve desenvolver modos de afastar as pessoas dele. Pra fazer isto, ele testa tipos de sons, luzes e cheiros para afastar as pessoas.

RAFAEL LOZANO-HEMMER

           Rafael Lozano-Hemmer é um artista que usa a eletrônica e idéias de arquitetura, teatro tecnológico e performance para fazer seus projetos. Ele é nascido na Cidade do México e é formado na Concordia University em Montreal.
           Ele é conhecido por suas instalações interativas em espaços públicos na Europa, Ásia e América. Ele usa, na maioria de seus projetos, robótica, gráficos computadorizados em tempo real, projetores, sons, interfaces de celulares, videos, sensores ultrassônicos, painéis de LEDs, etc. Em seus projetos ele tenta explorar a percepção e a vigilância.
           Um de seus projetos (que mais gostamos) é o Sandbox, que foi uma instalação feita em Santa Monica. Ela consiste em duas pequenas caixas de areia onde eram projetadas em pequenas dimensões as pessoas que estavam na praia. Os participantes que estavam naquelas caixas de areia poderiam tocar estes “fantasmas”. Quando faziam isto, uma câmera detectava essas mãos e com dois dos melhores projetores do mundo suspensos, projetavam elas na praia. Portanto, o projeto é composto em três escalas: a da pequena caixa de areia, a escala humana das mãos das pessoas e a escala monstruosa da praia.


ZIMOUN

            Zimoun, ao contrário dos dois artistas anteriores, utiliza uma técnica simples em suas obras: utiliza de pequenos e simples componentes, como um motor com uma bolinha presa em uma haste de metal, ou um motor com um fio grosso de plástico, mas, para compor sua obra numa totalidade, os repete várias vezes. Por exemplo, algumas obras são compostas por 150 motores iguais, com a mesma estrutura, postos um ao lado do outro.
           Zimoun trabalha o caos através da ordem. Apesar de cada elemento fazer seu caminho, estão, no geral, todos postos na mesma distância, fazendo um projeto homogêneo. Ele também trabalha os sons que são liberados desses projetos.
           Um de seus projetos é composto por 121 motores simples com hastes de metais com pedaços de cartões 8x8 cm. Em um outro, utiliza 138 motores dentro de caixas com uma das suas partes abertas e em cada motor, uma haste de ferro com uma bolinha de algodão que fica me atrito com estas caixas. O projeto é simples, mas é genial quando visto de modo geral, tanto do ponto de vista visual como sonoro. Para exemplificar, segue um dos vídeos disponíveis em seu site com várias de suas obras.



domingo, 18 de setembro de 2011

SketchUp perceptual do grupo refeito

          Depois de ouvir as críticas dos professores, nosso grupo refez a animação no SketchUp do lugar selecionado para a intervenção: o Mucama Arts

sábado, 17 de setembro de 2011

A obscena retratação da realidade de Larry Clark

           Larry Clark (Lawrence Donald Clark), nascido em 19 de Janeiro de 1943 (hoje com 68 anos) em Tulsta, Oklahoma nos Estados Unidos é um diretor e produtor de filmes, fotografo e escritor americano. É conhecido principalmente pelo seu filme Kids de 1995 e pelo seu livro fotográfico Tulsa. Como foco de seu trabalho, Clark  utiliza o uso ilegal  de drogas, o sexo e a violência. Sua mãe era fotógrafa itinerante e então, com 13 anos de idade, Clark entrou pro ramo e aprendeu fotografia.

           Larry Clark começou a injetar amphetamina com seus amigos em 1959. Sempre com uma câmera em mãos, Clark produziu fotos destes seus momentos com seus amigos de 1963 à 1971. A crítica disse que suas obras de arte dessa faze eram exatamente uma exposição da realidade da vida suburbana dos americanos.
           Clark frequentou a escola de artes Layton de Milwaukee em Wisconsin. Em 1964 então, mudou-se para New York onde trabalho autonomamente, mas dois meses depois foi chamado para servir o exército na guerra do Vietnam. Essa experiência o levou a publicar o livro Tulsa em 1971, um marco na sua carreira, um documentário fotográfico em branco e preto ilustrando seus amigos usando drogas. Neste trabalho ele trabalha com pouca luz e outras técnicas para envolver o espectador de forma ilícita. Para Clark, esse trabalho foi uma extensão de sua vida. Na própria abertura do livro vem escrito a seguinte frase: “I was born in Tulsa Oklahoma in 1943. When I  was sixteen I started shooting amphetamine. I shot with my friends everyday for three years and then left town but I’ve gone back through the years. Once the needle goes in it never comes out.
           Seguido deste trabalho, publicou o Teenage Lust (1983) que era uma autobiografia de seu passado baseado em fotos de outras pessoas que incluia fotos de família, de uso de drogas e de relações sexuais. O trabalho é dividido em três partes: a primeira é a de sua família e sua mudança para New York; a segunda é marcada pela seus desentendimentos com a lei, sua mudança para o Novo México e a busca pela utópica vida hippie; a terceira é uma série de uma poredora e comovente série de retratos de jovens masculinos na área do Times Square. Esse trabalho é mais extenso, experimental e explicito que o Tulsa, marcando a crueza, a vulnerabilidade e a incerteza da adolescencia, algo marcante em sua vida.
           Ele ganhou prêmios por Another Day in Paradise (no Cognac Festival Du Film Policier), Bully (no Stockholm Film Festival e Golden Lion) e por Kids (no Golden Palm). Sua filmografia é composta por Kids (1955), Another Day in Paradise (1998), Bully (2001), Teenage Caveman (2002), Ken Park (2002), Wassup Rockers (2006) e Destricted (2006). Em geral, todos seus filmes e fotografias exploram cenas de sexo e uso de drogas explicito, motivo por qual suas exposições são normalmente abertas apenas para maiores de 18 anos, como ocorreu no Museu de Arte Moderna de Paris.
                 Clark possui algumas obras do Teenage Lust e do Tulsa no Instituto de Arte Contemporanea de Inhotim. Seguem portanto as fotos de seu trabalho.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Percepção individual e grupal do espaço

           Para introduzir os trabalhos que serão feitos em Vitoriano Veloso, foi nos proposto que fizessemos no programa SketchUp um video simples individual e em grupo de percepção do local. Seguem portanto os videos:


Vídeo de percepção individual:


Vídeo de percepção em grupo:

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Projetos no SketchUp

           Para introduzir nosso uso do SketchUp, foi nos pedido o levantamento planialtimétrico do lugar escolhido para a intervenção e uma animação perceptual do mesmo. Aqui estão as imagens do levantamento planaltimétrico. Ainda há muito que melhorar...



           E por fim, o video perceptual do Mucama Arts: